Uma coisa de cada Vez

junho 24, 2015

PALAVRAS DO CORAÇÃO

Sempre acreditei na importância de ter metas na vida. Um ponto no horizonte como referência de onde você quer chegar é o jeito mais seguro de não sair da estrada.  Sempre tive muitas delas, nada em lista escrita ou mapas mentais, porque sempre fui muito de pensar. Até demais. Às vezes preciso dizer para mim mesma, dá para dar um tempo? Preciso dormir! 


Sou também ansiosa por natureza. O pezinho “balangando”, como dizia a minha avó, sempre foi minha marca registrada. Admito que não seja uma cena simpática de se ver e provavelmente deveria dar nos nervos de muita gente. Mas... “O tempo passa, o tempo voa”... e agente muda, por escolha ou necessidade.

Uma vez, quando decidi que queria fazer o curso de Design de Interiores, já formada em Arquitetura e Urbanismo há algum tempo, fui à caça da instituição. Já havia rumores de que um curso superior poderia ser criado e achei superinteressante. Comecei avaliar os prós e contras e percebi que mais cinco anos por um diploma de Designer não era lá a melhor das ideias. Optei pelo técnico mesmo, três anos viajando todos os sábados às 4 da manhã de buzão ou pegando carona a sete da matina. Estava em busca de algo que me faltava e isso me deu combustível para aguentar as sextas de jejum de balada e os domingos de puro bagacinho. 

Sempre que me lembro desse período me vem à mente uma frase dita pelo meu pai e que nunca mais me abandonou.  Um dia, estávamos sentados no sofá e eu tinha acabado de ligar para a escola que oferecia o curso. Já havia feito esse contato no ano anterior, mas o número de pessoas não foi suficiente para abrir uma turma aos finais de semana. Naquele momento a pessoa do outro lado explicava que estava tentando montar uma turma novamente e que seria importante que eu deixasse meu nome e contato como interessada pelo curso. Passei as informações necessárias, desliguei o aparelho meio desolada e comentei : - Se continuar assim, não vai dar! Já tenho 28 anos, quando vou terminar esse curso, com trinta, trinta e quantos? Meu pai soltou praticamente a queima roupa: - O tempo vai passar de qualquer jeito, você prefere chegar lá com o curso ou sem o curso?

Depois dessa eu nunca mais fui a mesma e sempre uso esse conceito para a minha vida e para quem quiser aproveitar-se dela, quem sabe abre os olhos de mais alguém? Ali, descobri um portal dentro de mim para lidar com minha ansiedade.  Saquei que pensar muito lá na frente é como dizem, “matar o peru na véspera”. Você pensa em algo ou descobre uma coisa que é importante para você, mas aí vêm aqueles pensamentos do “e se”. Não existe nada mais desanimador que uma lista interminável de “e se” negativos que você nem sabe “se” vai ou não acontecer.

Algumas pessoas preferem defender a tese de que cultuar o “e se” é uma maneira de driblar todas as possibilidades de algo não dar certo. Eu prefiro exercitar minha capacidade de solucionar problemas e dificuldades quando eles aparecerem. Nada contra quem gosta de levantar todas as possibilidades até esgotá-las, é uma questão de escolha. Mas, euzinha prefiro resolver uma coisa de cada vez e à medida que vão chegando, ao contrário, provavelmente paralisaria minha vida. Daria mais força para meus medos e inseguranças do que devem ter. 

E aí vai mais uma legal, frase de uma amiga (já citada antes): Não cultive o medo ou, não decida nada e não faça escolhas baseada(o)s no medo. Tem gente que vive confortavelmente em seu mundo por puro medo. Prefiro deixar de dar comidinha para esse bichinho tinhoso e malandro e só alimentar minha fé de que, o tempo passa, mas ao invés de deixar tudo para trás, traz o que você está buscando para mais perto. Paciência, uma coisa de cada vez e o coitadinho do peru pode viver longos e intermináveis anos, afinal de contas, ninguém sabe o dia de amanhã... vai que... a humanidade se torne vegetariana?...rs.

Beijos, beijos!!

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