Não Pense e Não Planeje

dezembro 23, 2015

Palavras do Coração

“Não pense” e “Não planeje”. São frases que ouço repetidamente. Acho que minha tendência em criar metas no piloto automático ou matar o peru na véspera são questões que preciso trabalhar. Já escrevi sobre esses temas anteriormente e provavelmente irei revisitá-los muitas outras vezes.

Mas, antes de continuar, acho legal falar sobre o que penso dos textos que escrevo. Geralmente, a primeira pessoa que precisa lê-los sou eu. Acredito mesmo que sou quem mais precisa aprender com as coisas que escrevo, por isso, quero que, você leitor(a), tenha sempre em mente: estamos crescendo e aprendendo juntos sobre todas as coisas que moram nessa casa cuidada com tanto carinho. E hoje vou falar um pouquinho mais desse aprendizado.

Pensar demais em todos os pontos e vírgulas de um determinado assunto é interessante para você se sentir menos medrosa (o), mas o exagero que beira o limite da insegurança, pode minar possibilidades positivas e experiências construtivas importantes para você. 

Quando uma situação muito legal acontece, agente tem o péssimo hábito de achar que está bom demais para ser verdade e começa a questionar prós e contras. O “será” aparece como uma nuvem cinza pairando,sem a menor timidez, sob nossas cabeças e a gente, com medo de ser feliz, colhe a água da chuva, ao invés de dar um passo para o lado e sair da pequena tempestade que se formou. 

Estar aberta às possibilidades que a vida oferece é ir além do que achamos ser o melhor para nós. Aceitar novos horizontes é quebrar paradigmas, mudar de rota, ou melhor, aceitar novos caminhos sem resmungos. Temos o péssimo hábito de sermos ranzinzas quando algo não segue o script que tão cuidadosamente construímos e esperamos trilhar sem alteração de direção.

Deixar as coisas acontecerem é viver de um jeito muito mais leve. Confesso que, para uma virginiana, isso é realmente um desafio. Mas, minha busca pela leveza vem sendo uma meta desde que deixei para trás a fase da vida em que convivi apenas comigo mesma. Anos de boa conversa com o espelho e com as paredes. Nem todo mundo vive bem sozinho (a). Eu até gosto de curtir um tempinho com minha atrapalhada pessoa, principalmente se for para escrever, ouvir música ou ler, mas em certos momentos da vida é preciso ou, gostoso, ter gente por perto.

Imaginar o que será da sua vida a curto, médio e longo prazo costuma ser foco de atenção em empresas, no mundo corporativo e profissional.  Mas, na vida pessoal acho que transfere o peso da auto cobrança para cumprir metas, para dentro do seu mundo particular e essa não me parece uma boa escolha. Tenho a impressão de que viver dessa forma é prender uma bola de chumbo nos dois pés e fingir que elas são parte do seu estilo, apenas um acessório necessário.

Respira. É o que costumo dizer quando minha sobrinha desembesta a falar e argumenta calorosamente sobre algo que quer, ou quando leva um tropeção e tenta explicar o que aconteceu enquanto exercita seu gogó de ouro. O que tento fazê-la entender é que, se ela não se acalmar, ninguém vai poder entender o que houve e, portanto, não poderá ajudá-la. 

Respirar é um ótimo exercício quando estamos diante de novas possibilidades, dezenas de opções, centenas de perguntas sem respostas e mesmo assim, nos vemos seguindo em frente. É assustador viver o momento sem enxergar o que tem após a próxima curva. Confiar nas opções que a vida pode trazer é bem mais saudável e provavelmente a melhor escolha, mas é preciso ter um absurdo autocontrole da ansiedade, principalmente quando a estrada te oferece uma paisagem totalmente diferente do que você imaginava visualizar nesse momento da vida.

Costumo me preocupar em como fazer minhas escolhas. Existem vários caminhos para se ter um resultado. Um deles é construir uma linha lógica sobre o assunto e a outra é seguir o coração.  Venho exercitando dar mais autonomia ao coração que a razão. Racionalizar pode ser um jeito de verbalizar suas escolhas quando alguém pergunta por que esse e não aquele, mas a escolha em si, sempre achei mais honesta quando vem do coração.

Ensurdecer os ouvidos sobre o que o resto do mundo acha que é o melhor caminho pra você pode ser um pouco radical, ouvir outras pessoas e dar crédito para quem é mais experiente que você é uma forma de ver a situação por outro ângulo. Mas, na hora de decidir ou escolher, o que você sente é, sem dúvida, a mais pura verdade.

E então, pensar e planejar pode... mas nem tanto. Vamos deixar a vida oferecer o que ela tem para nós e sentir através do coração (que é a verdade em forma de intuição) que caminho seguir. Estacionar jamais, seguir em frente sempre, mesmo que as curvas limitem o horizonte, a coragem precisa estar na comissão de frente e não na última ala. 

Respirar fundo, planejar apenas o necessário, pensar no que faz bem, ouvir o coração (intuição) e exercitar a coragem, receita do dia de hoje para encarar as novas paisagens que a vida está nos trazendo.

Espero que o texto de hoje possa ajudar você a pensar no seu momento de maneira mais leve e corajosa.

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Beijos, beijos, beijos!!










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