Diário de obra: Organize-se e faça as escolhas certas para economizar

janeiro 13, 2016

Diário de Obra

Na postagem anterior do “Diário de Obra”, dei uma pincelada rápida sobre o início da execução para que você não se sinta tão perdida (o). Falei sobre questões burocráticas e ações necessárias para que as coisas realmente comecem acontecer. 


Hoje vou falar um pouco sobre a importância de organizar e também sobre as escolhas que você pode fazer para economizar durante a construção da casa dos seus sonhos. Todas as dicas são válidas, mas devem ser estudas em conjunto com o profissional contratado. Cada decisão precisa estar em harmonia com as suas necessidades, com o conceito do projeto e de acordo com as suas expectativas, não decida nada sozinha (o). 

Aliás, esta é a primeira dica: 


01- Investir na contratação de um profissional foi, desde o início do “Diário de Obra”, uma tecla revisitada (veja aqui). Não é puxar sardinha, pessoas queridas, mas uma realidade. Ter quem oriente e ajude nas tomadas de decisões é economia de cerca de 25%. Ou seja, a contratação não é gasto extra, é garantia de investimento certeiro. Resumidamente:

- O arquiteto: desenvolve o projeto arquitetônico, inclusive os de prefeitura e executivos;

- O engenheiro: avalia o solo para definir e desenvolver o projeto de cálculo estrutural, muro de arrimo, projeto de hidráulica e elétrica (cálculo de carga); sempre baseado no projeto arquitetônico;

- Mestre de obras: acompanha a obra diariamente, fazendo o controle de qualidade do acabamento, recebendo os materiais que chegam ao canteiro, verificando se estão ok na quantidade, se os produtos não possuem defeitos, e orienta a entrada de outros profissionais de acordo com o momento da obra (pois ele tem conhecimento do andamento do processo). Faz a ponte entre o proprietário e os profissionais envolvidos. Neste caso, pode ser acordada uma visita semanal ou quinzenal do engenheiro ou arquiteto, dependendo do momento da obra, para garantir que tudo esteja de acordo com os projetos e para tirar possíveis dúvidas. 

- Uma empresa também pode ser uma boa solução. Encabeçada por um profissional da área, pode vender o pacote de projeto, execução e administração da obra, ou seja, será responsável também pelas pesquisas de preço. Neste caso, existe um contrato que garante prazos e responsabilidades. E é fácil você verificar se as escolhas estão sendo honestas, de vez em quando pesquise por conta, um ou outro orçamento apresentado.

Atenção: para qualquer alteração é preciso conversar com quem desenvolveu o projeto, mudanças não planejadas acarretarão problemas em etapas futuras, desperdício de dinheiro e tempo.

Contrate sempre através de indicação e peça para conhecer obras já executadas de todos os profissionais. A garantia de economia está diretamente relacionada com o conhecimento e experiência dos envolvidos.


02- O canteiro de obras organizado (veja aqui) tem que funcionar como uma empresa, com logísticas inteligentes. Pode parecer exagero, mas fechar a obra com tapume e definir um portão de entrada e outro de saída de entulhos, além de outros materiais é escolha inteligente. Manter um barracão para armazenar produtos perecíveis como cimento, cal e madeira; é proteger o seu investimento ao evitar perda de material. O canteiro de obras organizado agiliza o trabalho e o controle de materiais.

É legal você saber:

- Cimento ensacado armazenado corretamente dura até quatro meses;
- Areia protegida não tem data de vencimento;
- Madeira bruta bem armazenada aguenta por seis meses;
- Madeira de lei bem armazenada resiste por um ano;

Qualquer um dos itens mal armazenados (menos a areia) durará cerca de um mês, no máximo dois.


03- Planeje com cuidado o ritmo da obra. Obra parada é desperdício de material que estraga com o tempo. O “prejú” pode passar de 30% do valor inicialmente programado. Se a grana está curta, programe-se para executar até a conclusão do telhado - protege o que já foi feito, impedindo a deterioração pelo tempo. Uma parede de alvenaria, mesmo sem acabamento, pode aguentar até 15 anos.


04- Organização e planejamento nas compras. Utilize o memorial descritivo (lista de todos os materiais e suas quantidades) fornecido juntamente com o projeto para programar as compras. Uma das medidas é saber quais custos serão os maiores e planejar os respectivos desembolsos. Conhecendo as etapas do projeto e os prazos de entrega, é possível organizar compras e manter a obra em andamento. Obra parada é dinheiro indo embora.


05- Pesquise e saiba o momento de comprar. Nas grandes lojas é possível encontrar vários produtos com entrega imediata ou em até três dias: louças, metais, tintas de marcas conhecidas ou mais econômicas e produtos que estão na “moda”, pois são materiais com saída garantida, ao contrário de peças mais caras ou personalizadas que são vendidas apenas através de mostruários.

06- Pesquise desde o início. Assim que a obra começar, faça um acompanhamento dos preços e observe os períodos de promoção. Além de captar o melhor momento da compra, você também consegue avaliar quando realmente está pagando um valor justo por algo. Três fornecedores é o suficiente para você acompanhar. E atenção ao prazo de entrega sempre!

07- Ao comprar materiais como cimento e cal, procure aproveitar os bons preços e acordar com o fornecedor uma entrega programada, isso evita um estoque alto que pode ser perdido na obra, inclusive, por conta de prazo de validade. Atente para as informações do fabricante quanto aos cuidados com o armazenamento.

08- Negocie descontos ao fazer compras em grandes quantidades e se a opção for trazer algo de longe, a quantidade tem que compensar o frete.

Seguindo com as dicas, mas agora um pouco mais específicas:


09- Utilizar o mesmo piso em toda a casa segue a linha de compra em grande quantidade para negociar um belo desconto, além de diminuir a perda com recortes.

10- Utilizar o mesmo rodapé também economiza. Existem várias possibilidades, mas repetir o mesmo material do piso é a opção mais em conta. As alturas variam de sete à quinze centímetros, é possível defini-la de acordo com a dimensão do piso e assim evitar sobras. A dica aqui é, se o piso for de porcelanato, material mais duro e portanto mais fácil de lascar, o ideal é levá-lo ao marmorista para cortar e garantir um bom acabamento. Mas se a opção é cerâmica, é possível cortar na obra mesmo.


11- Esquadrias prontas são ideias para economizar, mas se houver necessidade de adaptá-las, é possível, com um custo entre 10% e 15% a mais, ainda sim, bem mais barato que mandar fazê-las sob medida, o que pode custar o dobro. Dentre todas, as de ferro são as mais baratas, mas avalie se ela estará condizente com o projeto.


12- Terrenos com necessidade de aterro podem ter a construção sobre pilotis, o que ecomoniza muito; mas não se deve abrir mão de muro de arrimo se houver necessidade, é questão de segurança.

13- O cimento queimado tem um custo bem legal, mas a mão de obra precisar ter experiência e muito capricho. Se decidir por esse caminho, tenha consciência dos riscos.

14- Para casas com telhado sem laje, optar pelo forro apenas onde é necessário.

15- Tinta branca e as tintas prontas têm menor custo que as produzidas pelo sistema de códigos. 


16- Escadas com degraus de concreto armado executados na obra.



17- Utilizar revestimentos apenas nas áreas molhadas dos banhos (Box e bancadas), cozinha (bancada) e lavanderia (tanque e bancada se houver). Atente para escolhas com custo benefício boas, existem inúmeras marcas, estilos e materiais disponíveis no mercado que permitem um resultado bem lega,l sem gastar muito.

18- Um contrapiso bem feito e nivelado evita gastos desnecessários com argamassa e tempo, no momento da instalação do piso.


19- Invista em itens um pouco mais caros em detalhes e áreas pequenas, como o lavabo, por exemplo;

20- Telhados mais simples, com poucas quedas, reduzem o uso de materiais. Converse sobre isso com o profissional enquanto o projeto estiver sendo desenvolvido, pois faz parte do contexto do projeto e do conceito definido a seguir. Alterar depois pode não dar um bom resultado.


21 - Para os não preconceituosos, construir com o sistema de blocos de poliestireno expandido, o EPS (isopor), é bem econômico. Serve de molde para o concreto armado, formando as paredes autoportantes. Minimiza o tempo de construção, é ótimo isolante térmico e acústico, só não pode ficar diretamente ao sol; o projeto tem que considerar beirais e distâncias de segurança. Além disso, é uma opção sustentável, pois diminui o consumo de ferragens (50%) e cimento (35%) e por ser mais leve, exige menos das fundações. 

Existem muitas outras soluções econômicas que podem ser decididas durante o projeto ou até mesmo ditar o conceito e o caminho a seguir a partir da escolha de determinado elemento. O segredo, principalmente nos dia de hoje, é não ter preconceito. Esteja aberta (o) para possibilidades, pense fora da caixa, aceite rever conceitos, pode ser a melhor forma de alcançar o sonho de construir uma casa. Ter consciência do que realmente é importante para você permitirá abrir mão de algo por um bem maior, sem sofrimentos e angústias. 

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