Revista In Focus - Dezembro 2010

setembro 26, 2014

Gesso, versatilidade em interiores
Por Rocéli Rapini


Ao continuar a matéria anterior, aproveito a inspiração vinda do assunto iluminação e faço o casamento definitivo dela com o gesso. Rapaz de várias formas e expressões, não se faz útil apenas em união com a iluminação, mas de dezenas de outras formas criativas. O assunto da vez é o gesso na arquitetura de interiores.

Produto relativamente barato, relaciona-se de maneira positiva com a umidade do ar, mantendo-a equilibrada em ambientes fechados devido a sua facilidade de absorção, possui bom isolamento acústico, resistência ao fogo, além de economia e rapidez na instalação. Apresenta-se em forma de pó, blocos, placas, molduras e chapas. Com tantas opções é de se esperar inúmeras e interessantes aplicações possíveis.

Como comentado na edição anterior, para efeitos de iluminação, pode-se usá-lo liso para embutir luminárias discretas ou em sancas que podem ser abertas ou fechadas. Optar por uma ou outra solução vai de encontro com o conceito do projeto, e um dos quesitos mais importantes é que a escolha esteja em harmonia com o conjunto da obra.

Soluções que priorizam as curvas ou valorizam linhas retas devem estar em busca desta mesma harmonia. Ou seja, tudo pode ser feito desde que tenha seu lugar no contexto de forma agradável e em equilíbrio.

Ainda com o mesmo conceito, é possível embutir caixas de som e utilizar variantes como a tabica, uma espécie de canaleta que mantém o forro visualmente distante das paredes, como se estivesse flutuando.

Mas, se o ambiente em questão não comporta o rebaixo de gesso, nada de desânimo! Nosso amigo pode comparecer de forma sutil como gola de gesso e ainda finalizar, de forma delicada, cortinas e persianas. Ótima opção para quem não gosta de varão.

Como parede e divisória, é rapidamente construído e leve, facilita a manutenção no caso de quebra - quebra para correções em elétrica e hidráulica e não causa excesso de peso ao renovar divisões internas de apartamentos. Sua superfície comporta-se de maneira próxima à parede de alvenaria, tanto em aparência, quanto nas possibilidades em acabamento como pintura, papel de parede, textura, adesivo. Dada sua versatilidade, é possível também criar paredes com nichos e prateleiras...

Como todo produto, a grande responsabilidade pela correta aplicação e seu acabamento cabe ao especificador (arquiteta(o) e/ou designer de interiores) e a mão de obra. Por isso, para finalizar, acho importante ressaltar algumas questões. Durante sua aplicação ocorrem respingos nas paredes, por isso, deixe a finalização da pintura para depois. Uma mão de obra cuidadosa respeita sua casa e seus pertences. Cobrir o piso e os móveis se houver, é uma boa demonstração de responsabilidade.  


Passar pela fase da instalação e ver o resultado final, comprova o quanto vale a pena investir nesta solução. Nada de insegurança! O trio: projeto, especificador e mão de obra de qualidade, só podem atingir um resultado, a sua satisfação! Aproveite sua casa e até a próxima edição.


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