Decoração

Marcenaria ou Modulado?

abril 27, 2016

DECORAÇÃO

Viver é fazer escolhas com as quais temos que conviver. Deixar a casa do jeitinho que você sempre quis envolve uma coleção enorme de “isso ou aquilo” que beira uma corrida ao terapeuta. 




Entre “coifas ou depuradores”, “forno a gás ou elétrico” e outros tantos dilemas, chegamos a este: 

Com quem fazer os armários?

Desenvolver um projeto de armários requer a apreensão de diversas informações técnicas e estéticas para que o resultado final seja harmonioso, prático e do tamanho certo do seu investimento.




Marcenaria ou Modulado, uma dúvida cruel e difícil de solucionar quando não se sabe bem quem é quem nessa briga pela fama. Hoje vou tentar ajuda-la (o) a entender melhor o assunto para que sua escolha seja consciente.



Marcenaria:

Considerando a crescente falta de espaço das casas e apartamentos de hoje, uma das maiores vantagens da marcenaria é poder desenvolver todo o projeto sob medida, aproveitando cada cantinho e espaço disponível. A gama de acabamentos também é maior e os projetos são totalmente personalizados.

A desvantagem é que uma boa marcenaria sempre é muito concorrida e o prazo de entrega pode variar de 30 a 90 dias, dependendo do montante a ser produzido.

São maiores as possibilidades de acabamentos , sendo possível trabalhar com laminado melaminico ou laminado decorativo de alta pressão (logo mais falaremos sobre isso), e tipos de materiais diferentes para cada uso ou situação.




Modulado:

Como o nome mesmo indica, são módulos pré-definidos mantidos pelo fabricante e que são utilizados de forma a preencher as necessidades e dimensões do espaço sem que possam sofrer alterações o que, muitas vezes, limita o aproveitamento das áreas disponíveis. Cada linha possui sua própria variação de cores, dimensões e acessórios.

A vantagem é o prazo de entrega que pode variar de 15 a 30 dias.




Ambas possuem vantagens e desvantagens, porém o mais importante é a qualidade e a confiança. Afinal, os móveis, principalmente os planejados,  consomem grande parte do orçamento da decoração de uma casa.

Cuidado na hora de comparar preços, não existe milagre! Valor baixo demais descompensa alguma coisa que pode ser: mão de obra ruim, portanto barata; material de pouca qualidade e outras coisinhas.

Conhecer o histórico da empresa é saber em que terreno você está pisando. Uma boa dica é saber se a montagem é feita por funcionários de confiança ou por uma terceirizada recém-contratada. O acabamento é 70% do produto, montagem mal feita e acabamento ruim é decepção na certa.

Outra dica é conversar com quem já contratou esse tipo de serviço. Lembre-se, a principal pergunta não é: Deu problema? E sim: Os problemas foram prontamente resolvidos? E também: Qual a política de pós venda?

Explicando melhor. Problema pode acontecer mesmo, como costumo dizer, todo o mundo erra. O importante é a disponibilidade em solucionar a questão, ao invés de enrolar o cliente até ele surtar. E a política do pós-venda é o atendimento que a empresa oferece para depois da entrega, quando você começar a utilizar o produto pode sentir necessidade de alguns ajustes. 

O esquema: produto vendido x cliente deixado de lado, não cabe mais no mercado concorrido de hoje.



Custos gerais:

A grande variedade de acessórios é capaz de empolgar qualquer um e assustar na hora do orçamento. Por isso, algumas dicas sobre custo do projeto pode ser muito útil.




01- Quanto mais gavetas mais caro, pois aumenta também a quantidade de ferragens e puxadores. Dois itens dispendiosos; 




02-  As portas de vidro e perfis de alumínio também encarecem, pois são mais dispendiosas do que as de MDF. Use-as apenas se quiser dar leveza ao espaço e em poucas portas;




03- Porta com espelho possui uma estrutura diferente e também engorda o orçamento final. Não tem parede para ter aquele espelho caprichado de corpo inteiro? Opte por uma única porta com espelho no armário e as demais em acabamento laminado decorativo;



04- Uma boa opção para diminuir o custo é abrir mão dos gavetões em favor de prateleiras com portas; 


05 - Aumentar as prateleiras abertas e nichos pode ser uma medida meio drástica para economizar, mas se o orçamento está apertado, porque não assumir um estilo despojado e descontraído? Mas, lembre-se de deixar tudo sempre arrumadinho!



06 - Os aramados e acessórios também engordam o orçamento. Use-os com parcimônia, optando pelos que realmente farão diferença no seu dia a dia;



07- O acabamento branco é o mais em conta, se quiser dar um toque a mais, use o madeirado apenas nos detalhes. O branco nas caixas, e as portas naquele acabamento que você sempre sonhou pode ser uma boa saída;




08-  Hoje a tendência é não utilizar os armários da cozinha até o teto, ou ao menos não por completo. Como é muito difícil a laje ou gesso estarem 100% retinhos, o acabamento desse encontro fica também comprometido e por isso, as próprias empresas preferem manter os armários longe. Então, você aproveita a moda e economiza, pois essa “gola” que finaliza o fechamento entre laje e armário é trabalhosa e, portanto cara; 




09- Utilize portas de correr nos dormitórios apenas se forem necessárias, os trilhos por onde elas correm são mais caros que as dobradiças das portas comuns. As portas comuns são 100% eficientes!



10- Dica importante: armário para banheiro é o mais chatinho de construir e instalar, por isso, proporcionalmente costuma ser muito mais caro que o restante. Para você não desabar com um orçamento absurdo, nunca faça apenas banheiro. Se a intenção é executar os ambientes por partes, escolha fechar o negócio em pacotes. Junte os banheiros com mais dois ambientes maiores pelo menos. Barato eles não sairão, mas não custa fazer o que é possível para melhorar! 

E você? Conte sobre as escolhes que você fez para enxugar o orçamento dos armários da sua casa!

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Diário de Obra

Construir para morar x vender - 09 Dicas

março 07, 2016

DIÁRIO DE OBRA

Garanto que, quando você decidiu construir a sua casa, aliás, a casa dos seus sonhos, planejou morar o resto dos seus dias no mesmo endereço e até deixá-la como patrimônio para os filhos.  Nada de errado, ao contrário, significa que você está realizando um desejo; uma conquista digna de comemoração!


Mas pense bem, o futuro não faz parte da nossa lista de conhecimento. Não dá para adivinhar o que a vida nos trará. Muuuuuita coisa pode acontecer! Não é para ficar na neura imaginando que tudo vai por água abaixo, nada disso. Pense sempre positivo, e imagine que um dia você pode ter uma oportunidade de trabalho e precisará mudar de cidade, ou até, chegar em momento financeiro que possibilite morar em um imóvel maior do que o atual, dentre “N”outras situações. A principal questão aqui é preocupar-se em investir o seu suado dinheirinho em uma construção que se encaixe no mercado imobiliário e seja fácil de vender pelo valor que realmente vale. Ou seja, melhor que construir uma casa dos sonhos é construir um investimento.... né não?!

Hoje, vamos falar um pouco sobre o que o imóvel precisa ter para ser valorizado, ou seja, são questões que devem ser analisadas durante a procura do terreno (veja no final da postagem o link sobre isso) e durante o projeto também, o que leva o assunto à mesa de reunião. Seu arquiteto deve estar a par de sua preocupação quanto a isso, ok?! Claro que tudo deve ser avaliado em relação as suas intenções de investimento, não é possível garantir todas as dicas que virão logo mais, mas seja consciente na hora de abrir mão de uma coisa pela outra, pense em conjunto com o profissional e se for o caso, converse com um corretor também.

Então vamos às super dicas:

01- Terreno:

Quando escrevi sobre como escolher o terreno para a casa dos seus sonhos, dei onze dicas muito legais. Então hoje, vou dar uma pincelada para não me estender e nem ficar repetitiva, ok?! 

Resumão sobre o terreno ideal: Local seguro, com facilidade de transporte e vias de acesso rápido; comércio e serviço relativamente próximos, mas não o suficiente para incomodar; áreas verdes na região como praças, por exemplo; o terreno deve ser em rua tranquila e de preferência que não esteja na esquina; e claro, não tenha nenhum prédio com muitas janelinhas de olho para o seu quintal... ninguém merece! Em compensação, uma linda vista ganha o primeiro lugar no coração de qualquer comprador. E para finalizar, construir em terreno plano sempre é mais vendável.

02- Localização:

Conhecer o perfil do bairro é uma maneira de definir o padrão da construção. O investimento precisa ser condizente com o entorno. Se investir além do padrão da região, pode ser muito difícil reaver o investimento por ocasião da venda.

03- Orientação/a partir daqui já estamos falando de projeto:

Significa definir a posição da casa em relação às influências do clima: sol, chuva e vento. Ou seja, manter a casa aquecida no inverno, fresca e bem ventilada no verão. Conforto térmico durante todo o ano, evita que você gaste horrores com energia ao viver com o ar condicionado ligado, e também aproveite o melhor da iluminação natural.  

Deu para sentir que projetar uma casa não é apenas, ou simplesmente, definir onde tem porta, janela e corredor? Localizar bem cada ambiente e suas aberturas é uma das partes mais complicadas. É preciso conhecimento e tempo. Mais uma vez reforço: pressa não traz bom resultado, deixa o cidadão desenvolver o seu projeto sem pressão, vai valer a pena!

Informações importantes para seu conhecimento:


Conteúdo pescado no site 44arquitetura.  para você captar, de um jeito mais prático, sobre o que estou falando.

04- Estilo:

É complicado definir o estilo mais fácil de vender. Cada região apresenta uma tendência e temos um país bem grandinho, com inúmeras características e cultura diferentes, além do basicão: litoral, campo e montanha.  Além disso, muitas vezes os profissionais não curtem muito trabalhar com “cópias” de outras culturas, mas é possível contextualizar, dependendo da região. 


Por exemplo, no sul o jeitão europeu é bem forte, mas não é simplesmente um capricho, e sim uma marca forte da cultura cultivada por gerações; o clima conta muito. Construir uma casa com essa pegada, no litoral, é certamente um tiro no pé! Ui!


Na praia, pode rolar um quê de mediterrâneo, mas mesmo assim, não se joga! Leve a sério a conversa com o profissional! O litoral paulista tem uma personalidade diferente do litoral da Bahia, do Rio ou do sul e por aí vai. Avalie com o profissional outras possibilidades como estilo mexicano e o neocolonial.





Assado, frito, cozido ou à moda da casa, escolher o estilo do seu amado lar precisa ser um misto de querer e bom senso! Capitou? Ah! E não esqueça, a fachada é a “carinha”da sua casa.

05- Programa de necessidades:

O programa de necessidades é uma lista de “necessidades” construída pelo arquiteto em conjunto com o cliente para listar o que a casa deve ter. Quantos dormitórios, banheiros, garagem para quantos carros, dentre outras coisinhas que dependem do estilo de vida de cada família ou pessoa. 

No geral, se você tem grana para investir, pode seguir o seguinte caminho:

- Quatro suítes que podem ter tamanhos diferentes. A maior obrigatoriamente precisa ter closet, o que fica opcional para as demais. Duas delas devem ter mais ou menos o mesmo tamanho e o quarto dormitório pode ser um pouco menor. E aí você me pergunta, por quê? Porque na maioria das vezes as famílias são constituídas de dois filhos, além do casal; o quarto menor pode ser para o terceiro filho, hóspede, escritório...

- Armários e espaços para armazenagem valorizam muito a casa, principalmente se forem cuidadosamente planejados. Quem não gosta de ter lugar para tudo?

- Os dormitórios só precisam ter área para descanso, estudo e armazenagem. Invista o metro quadrado extra nas áreas sociais.

- Evite corredores, principalmente os longos.
- Lavanderia bem resolvida, com acesso de dentro da casa, mas bem discreta.
- Lavabo é necessário sim. O esquema “banheiro social” é um problema! Misturar vida íntima com visita ninguém gosta, então, invista e valorize.

Se você não pode surfar na onda do ideal. Pode fazer algumas adaptações para que a sua casa caiba no bolso e também seja boa para vender:

- Mantenha o lavabo, não abra mão dele jamais! RS.
- Se não é possível ter quatro suítes, talvez seja uma boa, além da suíte master (closet e banheiro) optar pelo banheiro parcialmente compartilhado para dois quartos. Não é tão complicado assim, veja:



Uma bancada com duas cubas não muito grandes e armários individuais para cada uma, como você viu na imagem acima. Agora imagina que de frente para as cubas temos duas portas, uma para o Box/chuveiro e outra para a louça sanitária (voltadas para a parede que tem abertura (janela). Pronto. Você ocupou um espaço maior que um banheiro comum, mas economizou em revestimento, encanamento e louças... (esta é uma solução legal para um casal com dois filhos, combinação muito comum no “layout”das famílias brasileiras de classe média).

- Cozinhas abertas são legais, mas nem todo mundo gosta. Geralmente funciona bem para casais jovens e solteiros.

Lembre-se, casas na praia são mais despojadas, menos formais e precisam ser pensadas para receber pessoas, mas há dois caminhos a seguir: casa para morar e casa para passeio.

06- Casa térrea ou sobrado?



Aqui também depende muito da região. No litoral pode ser uma vantagem ter a área intima no pavimento superior para manter a areia longe dos dormitórios e a ventilação em dia, mas também é uma boa solução para melhor aproveitamento do espaço em regiões onde o metro quadrado é caro e os terrenos compactos. O sobrado também ajuda quando garantir uma bela vista é o foco, na praia ou no campo. 

Casa térrea é vantagem para famílias com idosos e quando o terreno é maior. Eu considero casa térrea, certo luxo, pois existe uma dose extra de conforto em não precisar subir e descer escadas o tempo todo, mas precisamos ser realistas... terreno é caro.


Uma dica é que o pavimento superior seja menor que o térreo ou tenha um pouco de “movimento” na sua volumetria para que não fique com cara de caixa e sem charme.

07- Em que materiais vale a pena investir?

De maneira objetiva, para que este post não vire um romance, vou citar alguns caminhos para que você tenha condições de trocar ideia com o seu arquiteto. 



- No litoral, dê preferência para pisos e revestimentos fáceis de limpar, sem brilho; e com pouco rejunte nos banheiros para dificultar a proliferação do mofo. Madeira na estrutura é bem legal, mas tenha consciência de que precisa de manutenção. Existe o tipo certo de madeira para cada uso e região. Telha de barro é ótima para o clima e com beirais largos refresca; é boa também para a casa de campo. Esquadrias de alumínio pintadas não enferrujam.


- Regiões frias/campo ou montanha: piso de madeira da sensação de aconchego e em algumas regiões vale investir numa lareira. Acabamentos rústicos como tijolos e pedras.

- Em áreas molhadas como em banheiros, cozinha e lavanderia já não se usam revestimentos em toda a superfície da parede, vale investir em acabamentos de maior valor como mármores, granitos e materiais com tecnologia de ponta, como os sintéticos. Concentre-se e use-os apenas onde há contato direto com a água: pias e Box.  A dica é fazer um rodapé maior do que o normal, também com um material nobre, que pode ser o mesmo da bancada, por exemplo.

- Prefira os telhados aparentes, mas se o orçamento apertar e a telha utilizada for outra... cuide para que fique escondidinha.

- Não construa móveis de alvenaria. Essa moda já foi e dificulta que os futuros compradores identifiquem-se com a construção. Quem não gosta de dar a sua pincelada de personalidade quando compra uma casa nova? Imagine não poder trocar o sofá de lugar ou a cama? Humm...

08- Segurança:

Hoje em dia o top é construir dentro de condomínio, considerados mais seguros. Mas nem todos curtem as limitações e as regras que vêm de brinde, por isso, se você optar por construir fora, considere o sistema de segurança completo, com câmeras, cerca elétrica, alarme, porteiro e portão eletrônico. Mesmo que você não invista em tudo de uma vez só, deixe tudo encaminhado e programado.

09- Lazer:

Todo brasileiro gosta de um churrasco, hein!? Com certa tradição extra em determinados estados, mas gosta. Por isso, uma área de lazer bem pensada valoriza muito seu imóvel. A piscina pode ou não ser uma opção. Considerando a atual situação do nosso clima e as frequentes falta de água, é um item que pode ser pensado e preparado, mas não executado.  Se a varanda for ampla e coladinha à área de lazer, sua casa ganha outro ponto positivo. Não se esqueça do banheiro externo de apoio. Em algumas regiões, as mais frias, a sauna pode ser um “tcham” extra. Invista também no paisagismo e na área de lazer com carinho, as pessoas estão saindo menos de casa e portanto, curtindo mais o seu lar doce lar.

Está construindo ou vai construir? Inspire-se e pesquise muito antes. Ninguém tem dinheiro fácil no bolso e você quer ser feliz com o seu investimento, certo? Sem preguicinha. Abaixo todos os links do “Diário de Obra” para seu deleite!!!

09- Diário de Obra - Construir para morar x vender - 09 Dicas (você está aqui)

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Decoração

Mármore ou Granito?

fevereiro 10, 2016

DIÁRIO DE OBRA

Óh dúvida cruel! Você entra na loja e fica sem fôlego ao se deparar com tantas opções de cores e desenhos. Aponta para aquela peça do mostruário que parecia estar te paquerando desde o momento em que pôs os pés ali e acha que resolveu seu dilema. Aí, o vendedor te olha com cara de “ihhh deu zica” e diz meio timidamente (se não for do tipo dono da verdade) que essa pedra não é recomendável para o que você precisa. 

Todo o mundo sente a mesma coisa quando se identifica com algo, mas se vê obrigada(o) a continuar a busca. Nada visto depois será exatamente o que você quer... frustrante!


As pedras podem causar um efeito assim, pois cada qual tem suas características próprias que se adaptam melhor a determinado uso ou local. Então, hoje vou tentar ajudá-la(o) a entender essas diferenças e usos entre o mármore e o granito, duas pedras muito utilizadas na construção e que certamente fará parte da sua vida se estiver construindo (dá uma espiada no Diário de Obra) ou reformando.


01- Dureza:

O mármore quebra facilmente, pois sua dureza é considerada baixa. É rocha composta por minerais carbonáticos como calcita (mineral de dureza 3 na escala de Friedrich Mohs) e dolomita. 

O granito é rocha ígnea, não carbonática, composta por minerais como mica, quartzo e feldspato, esses dois últimos são minerais de dureza 7 e 6 respectivamente, duas vezes mais duros e resistentes aos riscos do que a calcita (mármore).


02- Aparência:

Pedras naturais, ambas são rochas ornamentais por serem passíveis de polimento e largamente utilizadas na construção civil.

O mármore possui veios contínuos e marcantes que transformam sua superfície em um show à parte, por sua beleza plástica.

O granito, de forma geral, é visualmente composto de vários pequenos pontos e manchas coloridas dissociadas, bem diferente dos veios do mármore.

Para facilitar a identificação é só riscar a superfície com metal. O Mármore risca e o granito não.


03 – Resistência:

O mármore possui baixa resistência a agentes químicos, abrasão, riscos, impacto e tráfego.

O granito é considerado material de alta resistência quanto a impacto, tráfego, abrasão, riscos e agentes químicos.



04- Absorção:

O mármore caracteriza-se pelo alto nível de porosidade e médio a alto grau de absorção.

O granito é material de baixa porosidade e baixo grau de absorção.


05- Aplicação:

O mármore, por sua sofisticação e beleza, costuma ser bem empregado em lavabos, banheiros, frente de lareiras, escadas e paredes. 

O granito é indicado para áreas internas e externas, cozinhas, banheiros, lavanderias, churrasqueiras, espaço gourmet e ambientes comerciais; em parede e pisos. 

Não é exatamente uma regra rígida e sim uma sugestão do que se adapta melhor a cada situação; porém, para ousar, é preciso ter conhecimento suficiente sobre o material e seu destino.


06- Vantagens:

As vantagens do mármore:
- Beleza e sofisticação;

As vantagens do granito:
- Material de maior dureza;
- Mais resistente à absorção de água;
- Melhor resistência à abrasão;


07- Desvantagens:

As desvantagens do mármore:
- Material poroso e mole, desgasta rápido;
- Sensível aos ácidos, pode adquirir manchas sob a ação de vinagre e limão, por exemplo;
- Sensível aos produtos de limpeza, pode perder o brilho;
- Sua porosidade retém a sujeira, não sendo um produto muito higiênico para cozinhas.

As desvantagens do granito:
- Em comparação aos mármores, não possui um efeito visual tão sofisticado.


08- Conservação:

Apesar de o granito ser mais resistente que o mármore, os cuidados são os mesmos para ambos, pois “com o tempo”, o que desgasta o segundo, também será a ruína do primeiro.

- Diariamente, use pano úmido com apenas detergente neutro e incolor ou sabão neutro;

- Nunca utilizar produtos corrosivos: água sanitária, ácido muriático, (pode reagir com o ferro da pedra e facilitar o surgimento de manchas) etc.;

- Remover rapidamente óleos e gorduras;

- Pode ser usado hidrorrepelente para ajudar a proteger quanto às manchas.

- É possível recuperar o brilho de ambos com a contratação de firmas especializadas que trabalham com processos químicos de cristalização e polimento.



Pra você não ficar tão perdida(o) na hora de decidir sobre os acabamentos, um painel ilustrado. Melhor que fazer mímica na hora de explicar não é?!

A fase de acabamento na construção é muito dispendiosa e a mais tentadora também. Antes de partir para a escolha definitiva, pense no conjunto da obra, as pedras são apenas uma parte do todo. Avalie sua planilha de despesas e converse com quem entende, para que você possa abrir mão ou investir no que realmente fará diferença no resultado final.



09- Instalação: 

E lembre-se, algumas empresas vendem o produto com opção de instalação ou não. A vantagem de fechar negócio com a instalação no pacote é que a responsabilidade por qualquer problema ou trabalho mal feito será da própria empresa que forneceu o produto, por isso, pode sair um pouco mais caro.

Se você optar em contratar outra pessoa ou passar a bola para o seu pedreiro para economizar, esteja certa(o) de que ele dá conta do recado. Essa é uma situação de risco, pois se a pedra quebrar durante o processo ou ficar mal instalada, não existirá responsável e, provavelmente, você se verá no meio do jogo do bobo, no qual cada um empurra a bola para o outro. Ninguém quer ficar no prejuízo, mas alguém terá que tomar uma atitude e pôr a mão no bolso novamente...você.

Assim, fique atento aos gastos, mas cuidado com a economia de risco e boa obra!!

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Diário de Obra

Diário de obra: Organize-se e faça as escolhas certas para economizar

janeiro 13, 2016

DIÁRIO DE OBRA

Na postagem anterior do “Diário de Obra”, dei uma pincelada rápida sobre o início da execução para que você não se sinta tão perdida (o). Falei sobre questões burocráticas e ações necessárias para que as coisas realmente comecem acontecer. 


Hoje vou falar um pouco sobre a importância de organizar e também sobre as escolhas que você pode fazer para economizar durante a construção da casa dos seus sonhos. Todas as dicas são válidas, mas devem ser estudas em conjunto com o profissional contratado. Cada decisão precisa estar em harmonia com as suas necessidades, com o conceito do projeto e de acordo com as suas expectativas, não decida nada sozinha (o). 

Aliás, esta é a primeira dica: 


01- Investir na contratação de um profissional foi, desde o início do “Diário de Obra”, uma tecla revisitada (veja aqui). Não é puxar sardinha, pessoas queridas, mas uma realidade. Ter quem oriente e ajude nas tomadas de decisões é economia de cerca de 25%. Ou seja, a contratação não é gasto extra, é garantia de investimento certeiro. Resumidamente:

- O arquiteto: desenvolve o projeto arquitetônico, inclusive os de prefeitura e executivos;

- O engenheiro: avalia o solo para definir e desenvolver o projeto de cálculo estrutural, muro de arrimo, projeto de hidráulica e elétrica (cálculo de carga); sempre baseado no projeto arquitetônico;

- Mestre de obras: acompanha a obra diariamente, fazendo o controle de qualidade do acabamento, recebendo os materiais que chegam ao canteiro, verificando se estão ok na quantidade, se os produtos não possuem defeitos, e orienta a entrada de outros profissionais de acordo com o momento da obra (pois ele tem conhecimento do andamento do processo). Faz a ponte entre o proprietário e os profissionais envolvidos. Neste caso, pode ser acordada uma visita semanal ou quinzenal do engenheiro ou arquiteto, dependendo do momento da obra, para garantir que tudo esteja de acordo com os projetos e para tirar possíveis dúvidas. 

- Uma empresa também pode ser uma boa solução. Encabeçada por um profissional da área, pode vender o pacote de projeto, execução e administração da obra, ou seja, será responsável também pelas pesquisas de preço. Neste caso, existe um contrato que garante prazos e responsabilidades. E é fácil você verificar se as escolhas estão sendo honestas, de vez em quando pesquise por conta, um ou outro orçamento apresentado.

Atenção: para qualquer alteração é preciso conversar com quem desenvolveu o projeto, mudanças não planejadas acarretarão problemas em etapas futuras, desperdício de dinheiro e tempo.

Contrate sempre através de indicação e peça para conhecer obras já executadas de todos os profissionais. A garantia de economia está diretamente relacionada com o conhecimento e experiência dos envolvidos.


02- O canteiro de obras organizado (veja aqui) tem que funcionar como uma empresa, com logísticas inteligentes. Pode parecer exagero, mas fechar a obra com tapume e definir um portão de entrada e outro de saída de entulhos, além de outros materiais é escolha inteligente. Manter um barracão para armazenar produtos perecíveis como cimento, cal e madeira; é proteger o seu investimento ao evitar perda de material. O canteiro de obras organizado agiliza o trabalho e o controle de materiais.

É legal você saber:

- Cimento ensacado armazenado corretamente dura até quatro meses;
- Areia protegida não tem data de vencimento;
- Madeira bruta bem armazenada aguenta por seis meses;
- Madeira de lei bem armazenada resiste por um ano;

Qualquer um dos itens mal armazenados (menos a areia) durará cerca de um mês, no máximo dois.


03- Planeje com cuidado o ritmo da obra. Obra parada é desperdício de material que estraga com o tempo. O “prejú” pode passar de 30% do valor inicialmente programado. Se a grana está curta, programe-se para executar até a conclusão do telhado - protege o que já foi feito, impedindo a deterioração pelo tempo. Uma parede de alvenaria, mesmo sem acabamento, pode aguentar até 15 anos.


04- Organização e planejamento nas compras. Utilize o memorial descritivo (lista de todos os materiais e suas quantidades) fornecido juntamente com o projeto para programar as compras. Uma das medidas é saber quais custos serão os maiores e planejar os respectivos desembolsos. Conhecendo as etapas do projeto e os prazos de entrega, é possível organizar compras e manter a obra em andamento. Obra parada é dinheiro indo embora.


05- Pesquise e saiba o momento de comprar. Nas grandes lojas é possível encontrar vários produtos com entrega imediata ou em até três dias: louças, metais, tintas de marcas conhecidas ou mais econômicas e produtos que estão na “moda”, pois são materiais com saída garantida, ao contrário de peças mais caras ou personalizadas que são vendidas apenas através de mostruários.

06- Pesquise desde o início. Assim que a obra começar, faça um acompanhamento dos preços e observe os períodos de promoção. Além de captar o melhor momento da compra, você também consegue avaliar quando realmente está pagando um valor justo por algo. Três fornecedores é o suficiente para você acompanhar. E atenção ao prazo de entrega sempre!

07- Ao comprar materiais como cimento e cal, procure aproveitar os bons preços e acordar com o fornecedor uma entrega programada, isso evita um estoque alto que pode ser perdido na obra, inclusive, por conta de prazo de validade. Atente para as informações do fabricante quanto aos cuidados com o armazenamento.

08- Negocie descontos ao fazer compras em grandes quantidades e se a opção for trazer algo de longe, a quantidade tem que compensar o frete.

Seguindo com as dicas, mas agora um pouco mais específicas:


09- Utilizar o mesmo piso em toda a casa segue a linha de compra em grande quantidade para negociar um belo desconto, além de diminuir a perda com recortes.

10- Utilizar o mesmo rodapé também economiza. Existem várias possibilidades, mas repetir o mesmo material do piso é a opção mais em conta. As alturas variam de sete à quinze centímetros, é possível defini-la de acordo com a dimensão do piso e assim evitar sobras. A dica aqui é, se o piso for de porcelanato, material mais duro e portanto mais fácil de lascar, o ideal é levá-lo ao marmorista para cortar e garantir um bom acabamento. Mas se a opção é cerâmica, é possível cortar na obra mesmo.


11- Esquadrias prontas são ideias para economizar, mas se houver necessidade de adaptá-las, é possível, com um custo entre 10% e 15% a mais, ainda sim, bem mais barato que mandar fazê-las sob medida, o que pode custar o dobro. Dentre todas, as de ferro são as mais baratas, mas avalie se ela estará condizente com o projeto.


12- Terrenos com necessidade de aterro podem ter a construção sobre pilotis, o que ecomoniza muito; mas não se deve abrir mão de muro de arrimo se houver necessidade, é questão de segurança.

13- O cimento queimado tem um custo bem legal, mas a mão de obra precisar ter experiência e muito capricho. Se decidir por esse caminho, tenha consciência dos riscos.

14- Para casas com telhado sem laje, optar pelo forro apenas onde é necessário.

15- Tinta branca e as tintas prontas têm menor custo que as produzidas pelo sistema de códigos. 


16- Escadas com degraus de concreto armado executados na obra.



17- Utilizar revestimentos apenas nas áreas molhadas dos banhos (Box e bancadas), cozinha (bancada) e lavanderia (tanque e bancada se houver). Atente para escolhas com custo benefício boas, existem inúmeras marcas, estilos e materiais disponíveis no mercado que permitem um resultado bem lega,l sem gastar muito.

18- Um contrapiso bem feito e nivelado evita gastos desnecessários com argamassa e tempo, no momento da instalação do piso.


19- Invista em itens um pouco mais caros em detalhes e áreas pequenas, como o lavabo, por exemplo;

20- Telhados mais simples, com poucas quedas, reduzem o uso de materiais. Converse sobre isso com o profissional enquanto o projeto estiver sendo desenvolvido, pois faz parte do contexto do projeto e do conceito definido a seguir. Alterar depois pode não dar um bom resultado.


21 - Para os não preconceituosos, construir com o sistema de blocos de poliestireno expandido, o EPS (isopor), é bem econômico. Serve de molde para o concreto armado, formando as paredes autoportantes. Minimiza o tempo de construção, é ótimo isolante térmico e acústico, só não pode ficar diretamente ao sol; o projeto tem que considerar beirais e distâncias de segurança. Além disso, é uma opção sustentável, pois diminui o consumo de ferragens (50%) e cimento (35%) e por ser mais leve, exige menos das fundações. 

Existem muitas outras soluções econômicas que podem ser decididas durante o projeto ou até mesmo ditar o conceito e o caminho a seguir a partir da escolha de determinado elemento. O segredo, principalmente nos dia de hoje, é não ter preconceito. Esteja aberta (o) para possibilidades, pense fora da caixa, aceite rever conceitos, pode ser a melhor forma de alcançar o sonho de construir uma casa. Ter consciência do que realmente é importante para você permitirá abrir mão de algo por um bem maior, sem sofrimentos e angústias. 

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